Moonlight: Sob a Luz do Luar - Crítica

Trabalhando com temas fortes e de extrema importância Moonlight consegue ser um dos filmes mais belos dia últimos anos. Tanto em questões de estética quanto em sua história muito bem construída.
Esteticamente o filme faz uso de elementos incomuns na sua filmagem e fazendo uma jogada bem arriscada nesse sentido. Entretanto, o filme consegue trabalhar bem com essa proposta e toma ela como um trunfo na construção de cenas. Usando o fundo quase sempre desfocado e uma câmera sempre realizando movimentações sutis, a obra faz com que o espectador se conecte com ela e sinta o que ela deseja induzir com uma intensidade maior que o esperado.
A sutileza demonstrada na fotografia é também apresentada na trama, sendo que a história foge do típico romance que busca se autoafirmar o tempo inteiro. Moonlight conta a história de um garoto afrodescendente, homossexual e filho de uma mulher viciada. Percebe-se pela inclusão de três temas fortes, a possibilidade de ocorrer erros no filme é gigantesca, entretanto, o diretor soube como trabalhar todas as temáticas na medida certa, construindo uma ligação entre elas é dando importância a cada uma.
As atuações São carregadas de emoção e levam o espectador a sentir a dor que os personagens da trama estão sentindo.
Extremamente bem construídos, o longa não deixa a desejar em nenhum aspecto. Sendo inovador, emotivo e muito bonito, tanto em sua estética quanto na trama.

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