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Mostrando postagens de 2017

Idealização narrativa de projeto

A maçaneta era pequena, mas podia ser vista de longe por olhos que ansiavam por descanso, como os meus. Eu conseguia vê-la, mesmo na escuridão da madrugada e avançava a passos decididos em sua direção, sentia o alívio de finalmente estar tão perto de girar aquela pequena esfera dourada e novamente me sentir protegido, me sentir em casa. O caminho entre o pequeno bosque e minha casa costumava ser mais longo, mas naquele momento, os passos pareceram nem existir. Num instante estava saindo do carro, em outro já estava dentro daquela casa. Assim que entrei, senti o cheiro amadeirado de pinheiro misturado com o cítrico da laranja, era o cheiro que me confortava a algum tempo, o cheiro de casa. Não acendi as luzes, apenas senti a brisa fria de uma casa que ficou durante algumas semanas fechadas, ela percorria por entre os vultos de móveis ao meu redor posicionados exatamente onde eu os deixei. Tudo era cinza, negro e frio naquele momento, mas eu conseguia sentir um calor emanando em mim...

Babel - crítica

A exposição presente no Palácio das Artes é forte, pesada, de revirar o estômago e a mente e é extremamente necessária. Casando críticas fortes ao consumo da carne, do pudor em cima da nudez e das relações sexuais e à igreja católica, Miguel Gontijo traz uma única é impressionante. O uso do estilo Pop-art, traz ainda mais força às críticas do artista, pelo fato de ser um estilo, considerado por muitos, pobre e "feio". Na galeria, além das clássicas pinturas, retratos e desenhos expostos nas paredes, também podemos encontrar esculturas e espaços inteiros construídos como uma obra, coisa que vemos com clareza na última obra que faz uma reconstrução de uma cena bíblica. Na exposição há livros expostos, em que podemos ver algumas pinturas. Dou um destaque especial aqui para a Versão da Bíblia apresentada pelo artista. Essa é uma das obras mais significativas do espaço, entretanto é colocada em uma posição que a deixa de lado, ocupando um espaço que não combina com sua grandi...

Norma (Opera de Bellini) -crítica

A clássica Ópera de Vicenzo Bellini, Norma , chega ao grande teatro do Palácio das Artes em uma montagem inusitada e bastante ousada. Passada num futuro distopico, em que a guerra trazida pelo império romano ainda não chegou ao fim, a história se concentra na figura de Norma, uma sacerdotisa líder do grupo que se opunha ao domínio dos romanos, mas que ao mesmo tempo, é apaixonada pelo soldado romano Pollione. A história é um drama romântico bem construído, mas com uma história já bastante comum, mas levando-se em consideração que esta é apenas uma adaptação do clássico, não julgo esse como um grande problema. O maior problema dessa montagem é a forma como ela trabalha seus personagens, deixando, muitas vezes, de lado personagens relevantes na história e, nem mesmo, apresentando-os. A construção do cenário foi impecável, buscando trazer todos os aspectos de uma obra futurista "à lá Mad Max". O figurino e a maquiagem também muito bem feitas, é outro ponto forte que identific...

Vídeo da Intervenção

https://youtu.be/KgpdtFe4JYs

Performance

https://www.youtube.com/watch?v=J29VrVL_HHk

Rede de implicações

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Proposta da intervenção

Analisando as características do local escolhido, o grupo optou por tentar construir uma atmosfera íntima no espaço, trabalhando com jogos de luz e sombra. A ideia da intimidade foi tomada por conta da forma como a escada e o paredão criam um ambiente reservado mesmo sendo um espaço público aberto. Para construir a ideia de intimidade no local, buscamos remontar uma atmosfera íntima para todas as pessoas, independente das características únicas de cada uma delas. Para tal, nós procuramos trabalhar com a ideia de sonhos, afinal eles são momentos em que a pessoa estabelece uma intimidade consigo mesma e acontece com todos. Sendo assim, a ideia de criar um ambiente onirico foi o que norteou a intervenção. Um outro aspecto que buscamos trabalhar, foi o fato de aquele não ser um espaço comum para a passagem, logo queríamos chamar atenção das pessoas para aquele local, apresentando os conceitos que já citamos antes.

Azul Profundo - crítica

O drama grego lançado em 2012 esteve presente na mostra de cinema do SESC Palladium e levou um número considerável de pessoas ao local, ainda mais considerando-se que os filmes que não estão dentro do circuito cinematográfico estadunidenses não costumam receber o devido reconhecimento e como tal não movem grandes números de pessoas para as salas. O filme em questão, Azul Profundo , apresenta uma história de romance que vai se tornando cada vez mais dramática à medida que a história vai se descortinando. O longa é muito bonito no que se refere à fotografia, trazendo uma câmera lenta e calma. Esses aspectos trazidos pela câmera também são colocados em foco nas atuações e no uso de cores escolhidas tanto nos elementos da cena quanto nas escolhas de efeito na fotografia do filme que faz um uso frequente de Azul, a Amarelo e preto ao final. A trama do filme é o ponto mais baixo do mesmo. A história não tem a carga emotiva que se intencionava e perde muito nesse quesito. Sendo que o enre...

Moonlight: Sob a Luz do Luar - Crítica

Trabalhando com temas fortes e de extrema importância Moonlight consegue ser um dos filmes mais belos dia últimos anos. Tanto em questões de estética quanto em sua história muito bem construída. Esteticamente o filme faz uso de elementos incomuns na sua filmagem e fazendo uma jogada bem arriscada nesse sentido. Entretanto, o filme consegue trabalhar bem com essa proposta e toma ela como um trunfo na construção de cenas. Usando o fundo quase sempre desfocado e uma câmera sempre realizando movimentações sutis, a obra faz com que o espectador se conecte com ela e sinta o que ela deseja induzir com uma intensidade maior que o esperado. A sutileza demonstrada na fotografia é também apresentada na trama, sendo que a história foge do típico romance que busca se autoafirmar o tempo inteiro. Moonlight conta a história de um garoto afrodescendente, homossexual e filho de uma mulher viciada. Percebe-se pela inclusão de três temas fortes, a possibilidade de ocorrer erros no filme é gigantesca, e...

Crítica ao objeto final

O objeto final, a que dei o nome de Creidhne, devido a sua semelhança a uma peça de metal, possui diversos problemas. O principal problema é a integração. Sua interface não é virtual e não possibilita a interação entre muitas pessoas. O efeito que o mesmo oferece deixa de ser convidativo rapidamente, sendo que o próprio objeto, por sua aparência, cria um afastamento das pessoas para com ele, não induzindo o uso.

Objeto Interativo (objeto final)

Como objeto definitivo, eu mantive uma ideia próxima a que havia desenvolvido anteriormente, entretanto algumas alterações foram feitas. A primeira delas se deve ao formato do objeto. Como base mantive uma ideia de caixa aberta, construída por duas folhas de papel Paraná em que todo o circuito ficava dentro dela. Em torno dessa caixa/base, coloquei detalhes de arame trançado. Esses mesmos arames foram usados no resto do objeto para contribuir com o uso do objeto. A ideia desse também foi trabalhar com o jogo de luz, sombra e cores.

Objeto interativo (4 etapa)

Na continuação do processo de desenvolvimento do objeto Interativo, eu busquei manter a ideia de que o movimento de uma pessoa alterasse o jogo de luz e sombra, mas dessa vez, por dificuldade de trabalhar com o sistema em um ambiente muito grande, limitei o espaço criando uma caixa aberta dos lados, na qual o indivíduo trabalharia com o jogo de luz e sombra dentro de um espaço estabelecido. Para tentar aumentar a interatividade, haveriam várias "caixas" como essas de forma que elas poderiam se encaixar e aumentar a interação entre as pessoas com o objeto.

Objeto Interativo (3 etapa)

Mais uma vez, o objeto sofreu reformulações com base nas críticas e nos estudos sobre interatividade. Como terceira proposta, busquei desenvolver algo que não tivesse uma forma definida e continuasse trabalhando com uso de cores como usei nos objetos anteriores. A ideia, dessa vez, era criar uma esfera que reais a passagem lançando uma luz colorida em quem estivesse perto e que às partir do movimento que o usuário fizesse essa luz se alterasse nele, ou em quem passasse. Para a mudança de configuração no feixe de luz, pensei em trabalhar da mesma maneira que fiz no objeto anterior, com uma faixa de giro independente ao redor da esfera com cortes diferentes para trabalhar a passagem da luz.

Objeto Interativo (2 etapa)

Após as críticas e discussões sobre o objeto interativo, o mesmo passou por reformulações como uma tentativa de ampliar as possibilidades de uso.  A ideia então foi desenvolver um objeto mais aberto em relação à interatividade. Nesse momento a ideia foi desenvolver uma máquina que funcionasse manualmente e tinha como função, aplicar pigmentos no espaço de maneira aleatória. Ele funcionaria quando o usuário pressionada e um botão que faria o borrifador ser alterado e lançar a tinta por uma configuração nova que não poderia ser controlada pelo usuário.

Arquitetura e Roupa - uma nova discussão

Fazendo uma nova análise sobre o tema, concluímos que as diferenças entre arquitetura e roupa São maiores que imaginávamos antes. Por mais que estejam bem próximas, quando pensamos em expressões artísticas das pessoas, as duas se diferenciam em alguns aspectos. Além da abrangência que já havíamos discutido anteriormente, tendem devemos destacar sua característica em relação ao tempo de criação e modificação. A roupa sofre alterações e inovações várias vezes num período curto de tempo, coisa que não acontece com a Arquitetura, que tende a ser mais tradicional e a durar mais tempo.

Crítica ao objeto de Beatriz Bartholo

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O objeto apresentado se assemelhava a um  cata-vento, sendo acionado à partir do movimento que o usuário fizesse no objeto. O grande problema fica no formato, que não abre possibilidade para o usuário, sendo que é limitado tanto na escolha de combinações quanto pela sua forma que não proporciona a diversidade no uso do objeto. P.S: objeto apresentado na segunda etapa do desenvolvimento de objeto interativo.

Objeto Interativo (1ª etapa)

Durante a primeira etapa do desenvolvimento de um objeto interativo e programático, fomos instruídos a levar um objeto qualquer (já existente) que nos representasse e que em sequência, já em sala ligássemos o nosso objeto a dois outros dos colegas. Meu objeto inicial foi uma extensão, que foi ligada a um benjamin e a um batom. A partir desses três objetos inicias eu deveria criar um novo objeto que reunisse elementos dos anteriores. Desenvolvi inicialmente um "Misturador de batons". A ideia desse primeiro objeto era que o usuário, a partir de uma interface complexa fosse capaz de criar novos batons a partir de outros preexistentes.  O objeto criado pega elementos de todos os três escolhidos (extensão: Eletricidade/ benjamin: possibilidades/ batom: o próprio batom). O misturador abria poucas possibilidades de interação com o usuário, bloqueando toda a sua interação em colocar o batom, criar uma cor e tirar o novo batom e tinha um cunho bastante finalístico (a programática fica...

Obra Interativa:"Divisor", Lygia Pape

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Desenvolvida por Lygia Pape, a obra "Divisor" consiste de uma interface especialmente simples, um grande tecido repleto de furos. Essa obra não utiliza nenhum elemento tecnológico/eletrônico complexo em sua composição, ao contrário disso, traz um elemento simples com que convivemos todos os dias e abre uma gama de possibilidades ao adicionar furos nesse elemento. Em uma entrevista a própria artista se diz surpresa pela forma como sua obra foi usada em seus primeiros testes. "Quando eu fiz [Divisor], foi muito interessante. No final da minha rua, que é sem saída, há um rio, uma pequena ladeira e havia uma favelinha. Eu fiz o primeiro e não sabia muito bem como ia mostrar para as pessoas, então eu o abri na ladeira, espalhei pelo chão, que não tinha objetos interferentes. Ficou muito bonito com a projeção da mata sobre ele. Aos poucos as crianças da favela começaram a pular em cima do pano, escorregar sobre ele, acharam uma brincadeira fantástica até que um leva...

Obra Interativa: "1984x1984" Rafael Lozano-Hemmer

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"1984x1984" é uma obra desenvolvida por Lozano-Hemmer, que constitui em uma grande tela repleta de sensores de movimento que criam uma espécie de espelho com o diferencial de que o reflexo é constituído por uma infinidade de números retirados de casas pelo Google Street View e que, em algum momento formará 1984 na forma refletida de quem se encontra à frente da obra. A ideia de Hemmer era construir uma crítica social (baseada no livro de George Orwell, 1984) e construir um objeto que causasse interação entre todos que passassem em frente ao objeto. Entretanto, ambas as intenções de Hemmer acabam se perdendo. A crítica social, por exemplo, só acontece caso o observador conhece a obra de Orwell e consegue relacioná-la a obra, o que, sendo bem sincero, não é uma tarefa nada fácil. Em relação a interação, essa se perde pela própria obra, pois ela faz com que o observador se concentre mais na sua própria figura refletida pelos números, do que em quem está na sala junto d...

Como tornar as pessoas mais responsáveis pelos espaços que habitam através de ambientes não apenas reativos?

Dar poder ao povo. Muitas vezes essa é a melhor solução para fazer com que uma pessoa participe ativamente daquilo que lhe está envolta. Dar poder ao povo, significa, também, criar um senso de responsabilidade nesse. Mesmo que muitas vezes essa responsabilidade venha de maneira egoísta, (afinal sempre queremos, primordialmente, o que vai atender melhor nossos interesses) ainda assim é uma forma de engajar a pessoa aos acontecimentos ao seu redor. Adicionando esse pensamento ao espaço, podemos notar claramente que, quando o espaço oferece abertura para ser alterado por alguém, esse oferecerá para quem trabalha com ele uma forte carga de responsabilidade pelas alterações. Já que, quem alterou o espaço, o utiliza para algo e para que essa utilidade seja efetiva, é necessário uma demanda de responsabilidade na alteração dele, para que o mesmo não se torne cada vez nais ineficaz ao invés de ter o efeito contrário. Sendo bem sucinto, o próprio fato de abrir o espaço para alterações já torna ...

Croqui Interno da galeria Psicoativa (Tunga)

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Croqui externo da galeria Psicoativa (Tunga).

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Croqui do Museu da Pampulha

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Um Lugar ao Sol

O documentário, Um Lugar ao Sol, é uma produção independente, lançada em 2009 e desenvolvida pelo cineasta Gabriel Mascaro. A obra consiste numa série de entrevistas com pessoas influentes e moradores de coberturas nas cidades de Recife, São Paulo e Rio de Janeiro. No decorrer das entrevistas o sangue de qualquer pessoa com um pouco de empatia começa a ferver, afinal os entrevistados agem com uma total falta de consideração por aqueles que não se encontram na mesma posição privilegiada que eles. Ouvimos absurdos como comparações de tiroteios com fogos de artifícios e que, mesmo "gostando" muito da presença dos empregados é ótimo que eles fiquem afastados do local onde a "nobreza" contemporânea ocupa em suas casas. Alguns pequenos exemplos como os que já foram ditos, já são suficientes para perceber que essas pessoas definitivamente não levam consigo o conceito de empatia, mas se formos ainda mais a fundo veremos coisa ainda pior. A mesma mulher que considerava os t...

O virtual como novo real

Ao longo dos últimos anos nós vemos um crescente acumulo de conhecimento, em especial no que concerne ao uso da tecnologia e da virtualidade. Esse conhecimento acumulado tem gerado grandes avanços nas representações da realidade em um meio virtual. São muitos os meios que, atualmente, tentam nos colocar em um espaço que não estamos, desde fotografias até óculos de realidade aumentada. Essa ideia de "ser colocado em um espaço que não estamos" está se tornando cada vez mais poderosa. As tecnologias mais atuais (óculos de realidade aumentada) são tão poderosas, que muitas vezes, não é possível diferenciar ao certo o que é real do que é virtual. Os problemas relacionados a esse avanço são muitos, mas em contrapartida, também nos traz uma série de benefícios. Se termos em vista os ambientes virtuais, como facebook e whatsapp, fica fácil perceber a quantidade de benefícios que a virtualidade nos traz, entretanto, também perdemos muito com isso. A vida, o contato humano em si é p...

Croqui Parque Municiapal

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Objeto Interativo Paramétrico

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Prancha para corte Animação do objeto

Arquitetura parametrizada

A parametrização é um conceito que explora o uso de parâmetros, ou seja, usa regras que serão aplicadas às peças que compõem determinado objeto. A técnica, bastante utilizada em arquitetura "modernista", tem algumas vantagens e desvantagens em seu uso. Dentre as vantagens temos a facilidade de aplicação de regras (parâmetros) em massa, o que torna o processo criativo muito mais veloz. Além disso, podemos dizer que a parametrização abre um leque de possibilidades de usos e formas finais usando peças praticamente iguais. Entretanto, essa mesma técnica que abre possibilidades, também exclui muitas delas, afinal, numa arquitetura paramétrica, o arquiteto responsável pela criação deverá se limitar aos parâmetros aplicados em uma das peças e replicar esse mesmo às outras peças, logo a liberdade criativa do desenvolvedor do projeto paramétrico é limitada pelos próprios parâmetros do objeto.

Croqui de Bárbara de Oliveira Barbosa

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O croqui de Bárbara me chama uma atenção especial por uma gama de fatores. Inicialmente gostaria de comentar acerca da suavidade que ela conseguiu colocar em sua obra. O desenho como um todo ficou suave e claro, algo que agrada bastante aos olhos. É interessante que seus traços não foram feitos com muita precisão, o que torna ainda mais brilhante o modo como o croqui ficou suave, além disso, o traçado, não sendo extremamente preciso, traz, também, alma ao desenho, tornando-o mais expressivo. O papel utilizado por ela trouxe alguns problemas ao desenho. Pois, por possuir uma textura muito marcada, certas vezes, ele tomava atenção do traço, fazendo com que o observador prestasse menos atenção a ele, e mais atenção à textura do papel. Uma outra crítica necessária fica no enquadramento do croqui. Acredito, que dessa maneira que foi feita o desenho ficou muito solto, além de que, por mais que a profundidade tenha ficado interessante, poderia ter sido melhor com o enquadramento adeq...

Croquis da Escola de Arquitetura e Design da UFMG

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Croquis Internos Croquis Externos

Arquitetura e Moda como expressões do homem

Duas das mais importantes expressões socioculturais do ser humano são a Arquitetura e a Moda e ambas estão intimamente relacionadas, sendo, muitas vezes, difícil de separar uma da outra. Quando olhamos sem uma análise específica, podemos afirmar com toda a clareza que as duas são completamente diferentes, afinal, para um leigo no assunto, elas trabalham com materiais diferentes e possuem funções ainda mais diferentes ainda entre si. Entretanto, quando estudamos as duas expressões culturais mais à fundo, percebemos que as diferenças tendem a ficar cada vez mais tênues, tornando quase impossível de encontrá-las. Isso acontece pelo fato de que a máxima função de ambas é tornar a vida do ser humano mais confortável. A moradia do homem, por exemplo, é seu ponto seguro, onde as coisas acontecem da forma como este deseja e são posicionadas de maneira a tornar o ambiente mais agradável para ele, é em suma uma expressão do seu próprio dono. A roupa, por sua vez tem basicamente as mesmas funções...

Um diálogo com a Animação Cultural, de Vilém Flusser

Naturalmente, quando pensamos em sermos subordinados pelo que quer que seja um sentimento ressalta às nossas mentes. No meu caso o sentimento materializado foi o medo. Medo de que por um pequeno segundo a "mesa-redonda" do texto de Vilém Flusser consiga convencer à todos de sua superioridade em relação aos seres que a criaram. Esse medo ressoante em minha mente tem uma validade absurda, afinal, é perceptível que a maior necessidade de qualquer ser humano seja criar. O homem sente uma ânsia tão grande por inventar novos objetos que  muitas vezes, o mesmo vive em função disso, deixando de ser absolutamente livre para fazer aquilo que realmente deseja e sendo forçado, inconscientemente, à cumprir com sua necessidade ferrenha por novas criações. Sabemos também que quanto mais conhecimento empregamos na criação de um objeto mais funcionalidades o mesmo terá, o que nos faz pensar se já não chegamos ao ponto de que muitos objetos tendem a se igualar, ou até mesmo ultrapassar seus cr...